A Reforma Tributária está saindo da fase de leitura da legislação e entrando na fase de simulação empresarial. Para apoiar essa transição, a FIESP lançou duas ferramentas gratuitas: o Autodiagnóstico de Preparo e o Simulador de Impactos IBS/CBS.
As soluções foram apresentadas no evento “Gestão Estratégica na Reforma Tributária”, realizado em 26 de agosto de 2026, e integram o Guia Reforma Tributária da entidade, aberto a empresas de diferentes portes e regiões do país.
O que é o Autodiagnóstico de Preparo?
O autodiagnóstico permite que a empresa avalie seu nível de prontidão em diferentes frentes da Reforma. A partir das respostas, a ferramenta gera uma pontuação e um gráfico em radar, além de recomendar conteúdos para os pontos que ainda exigem atenção.
O valor do diagnóstico está em organizar uma conversa que muitas empresas ainda mantêm de forma dispersa: pessoas, processos, tecnologia, dados, governança e tomada de decisão precisam avançar de maneira coordenada.
Como funciona o Simulador de Impactos IBS/CBS?
O simulador trabalha com informações sobre fornecedores, clientes e operações para estimar possíveis efeitos do novo modelo sobre aproveitamento de créditos, formação de preços, competitividade e relações comerciais.
Ele ajuda a transformar perguntas abstratas em cenários: qual é o perfil tributário dos fornecedores? O cliente poderá aproveitar créditos? Como mudanças na cadeia afetam preço e margem? Qual alternativa merece ser aprofundada?
Ferramenta gratuita não significa resposta automática
O resultado é apoio à decisão, não uma apuração oficial nem um diagnóstico tributário individualizado. A utilidade da simulação depende da qualidade das informações e das premissas inseridas.
Se cadastro de fornecedores, regime tributário, classificação fiscal, operação ou parâmetros estiverem errados, o cenário também poderá ficar distorcido.
O Simples Nacional merece atenção especial
A programação de lançamento destacou a escolha da forma de recolhimento do IBS e da CBS no Simples Nacional e seus reflexos em custos, preços, margens e competitividade. A comparação não deve se limitar à alíquota: o perfil da cadeia e a geração de créditos para clientes também importam.
Uma ferramenta de cenários pode mostrar onde estão as variáveis sensíveis. A decisão, porém, deve considerar a operação real da empresa e ser validada com seus especialistas.
Quais dados revisar antes de simular?
- regime tributário de fornecedores e clientes;
- NCM, NBS e demais classificações usadas nas operações;
- mix de compras e vendas;
- destino das operações e perfil dos clientes;
- condições comerciais e contratos;
- premissas de preço, margem e fluxo de caixa;
- qualidade e completude dos cadastros no ERP.
Da simulação à implementação
O autodiagnóstico mostra a prontidão. O simulador compara cenários. A etapa seguinte é transformar os achados em plano de ação: corrigir dados, priorizar riscos, revisar regras, testar sistemas, ajustar contratos e acompanhar indicadores.
Sem essa conexão, a empresa corre o risco de produzir um relatório interessante que não muda a operação.
A visão da TRIBUMETRIA
Uma boa ferramenta calcula cenários. Uma boa decisão começa garantindo que os dados usados na simulação estejam corretos.
A iniciativa da FIESP amplia o acesso à informação e oferece um ponto de partida valioso. Para gerar resultado, a sequência precisa continuar: simulação, diagnóstico, validação dos dados, decisão e implementação.
Este conteúdo é informativo. As ferramentas produzem estimativas e não substituem análise tributária individualizada.
Fontes e acesso
Conteúdo de caráter informativo. A aplicação de qualquer tratamento tributário depende da operação, da legislação vigente, dos documentos e das particularidades do contribuinte.


