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Siscomex Remessa rejeita DIR sem NCM e cClassTrib válidos

Desde 1º de outubro, o Siscomex Remessa rejeita DIR sem NCM válida ou cClassTrib de seis dígitos. Cadastros e integrações precisam de revisão imediata.

Siscomex Remessa rejeita DIR sem NCM e cClassTrib válidos

O Siscomex Remessa passou a aplicar novas validações na Declaração de Importação de Remessa, a DIR. Desde 1º de outubro de 2026, transmissões sem NCM e cClassTrib compatíveis com os critérios divulgados são rejeitadas e não resultam no registro da declaração.

A mudança foi comunicada pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira no Comunicado Siscomex Importação nº 101/2026, publicado em 28 de setembro. O efeito prático é imediato para comércio eletrônico internacional, remessas expressas, Correios, operadores logísticos e sistemas integrados ao Siscomex Remessa.

Quais campos passaram a ser validados?

O comunicado estabelece dois requisitos objetivos:

  • o campo NCM deve conter, no mínimo, os seis primeiros dígitos de um código válido;
  • o campo cClassTrib deve conter um código válido com exatamente seis dígitos.

Quando qualquer um desses critérios não for atendido, a transmissão será rejeitada. A DIR não será registrada até que os dados sejam corrigidos e reenviados.

“No mínimo seis dígitos” não significa classificação dispensável

A validação do Siscomex Remessa aceita, nesse campo e nesse procedimento, pelo menos os seis primeiros dígitos de uma NCM válida. A regra não elimina a responsabilidade pela classificação fiscal correta da mercadoria e não deve ser automaticamente transportada para outros documentos, cadastros ou obrigações que exijam o código completo.

O ERP precisa diferenciar a exigência técnica mínima da DIR da governança cadastral da empresa. Um cadastro reduzido, genérico ou desatualizado pode gerar inconsistências em importação, faturamento, estoque, tributação e obrigações acessórias.

O cClassTrib entra no fluxo da remessa

O cClassTrib identifica a classificação tributária aplicável no contexto do IBS e da CBS. A nova validação exige que o código informado tenha seis dígitos e esteja válido.

Não basta preencher seis números quaisquer. A integração deve consultar ou manter uma tabela atualizada, controlar vigência e impedir o envio de códigos inexistentes ou incompatíveis com a operação.

Onde o erro pode nascer?

  • cadastro de produto sem NCM ou com código inativo;
  • mapeamento incompleto entre catálogo, pedido e declaração;
  • tabela de cClassTrib desatualizada;
  • regra de preenchimento baseada apenas no tamanho do campo;
  • integração que não interpreta a mensagem de rejeição;
  • correção manual sem retorno ao cadastro de origem.

O que revisar no ERP e nas integrações

  1. validar a NCM antes da geração da DIR;
  2. confirmar o cClassTrib com seis dígitos e código vigente;
  3. bloquear a transmissão quando houver campo vazio ou inválido;
  4. registrar a mensagem de rejeição e a causa no fluxo operacional;
  5. corrigir o dado na origem, não apenas na tela de transmissão;
  6. testar amostras de produtos e cenários de remessa.

Leitura TRIBUMETRIA

A rejeição transforma qualidade cadastral em condição para registrar a declaração. Quando NCM e cClassTrib são tratados apenas no fim do processo, a falha aparece na fronteira e pressiona prazo, atendimento e custo logístico.

O caminho mais seguro é antecipar a validação para o cadastro e para a entrada do pedido. O Siscomex deve receber dados já verificados, e não funcionar como a primeira barreira de qualidade da operação.


Fonte oficial: Comunicado Siscomex Importação nº 101/2026, publicado em 28 de setembro de 2026, com efeitos a partir de 1º de outubro de 2026.

Nota metodológica

Conteúdo de caráter informativo. A aplicação de qualquer tratamento tributário depende da operação, da legislação vigente, dos documentos e das particularidades do contribuinte.

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